Foi no ano passado que a modinha dos vampiros surgiu, mas somente esse ano que ela realmente se popularizou, com tantos produtos vendendo a mesma coisa. Talvez seja errôneo dizer modinha, afinal, a mitologia dos vampiros nunca saiu de moda, mas agora ela está em toda parte, com centenas de caracterizações diferentes. Inevitável não dar crédito para isso tudo ao sucesso da saga Crepúsculo, e quando digo crédito, estou me referindo tanto bem quanto mal a isso. Foi com os livrinhos de Stephenie Meyer que esses estranhos seres começaram a se popularizar novamente, graças a seu apelo juvenil que atrai milhões de adolescentes para sua história do amor perfeito. Terminei de ler os quatro livros da série recentemente, e admito que tornei-me um grande apreciador da saga dos personagens Edward, Bella e Jacob, e me diverti com a leitura, principalmente nos dois últimos títulos (Eclipse; Amanhecer), que trouxeram um tom de aventura mais acentuado, deixando o romance em segundo plano para abordar outras questões.
Não entrei neste assunto para falar apenas da saga Twilight, os produtos se massificaram e estão surgindo mais e mais crias dessa moda vampiresca. A série da HBO True Blood é uma delas. Baseado na série de livros Sookie Stackhouse, escrito por Charlaine Harris, o seriado aborda o tema de uma forma diferente. Japoneses desenvolveram um sangue sintético capaz de suprir todas as necessidades de um vampiro, portanto agora eles estão expostos a sociedade, e buscam por direitos iguais entre os humanos. O
expectador acompanha essa história através da personagem Sookie, uma garçonete telepática que se apaixona pelo Vampiro Bill. Isto é apenas o mote inicial, a série acaba de terminar sua 2ª temporada e é muito mais do que isso, além de ser proibida para menores devido seu alto grau de violência e sexo. Com relação a premissa inicial é inevitável não comparar com a história de Meyer, mas se for assim os livros de Charlaine saíram antes dos de Mayer, então não preciso dizer nada. Muito mais adulta e intrigante é essencial para todo apreciador de um bom seriado.
Muito mais antiga ainda são as séries de livros The Vampire Diaries, de L. Jane Smith, que começou sua saga no longínquo 1991. Agora novamente nos deparamos com outra adaptação para a televisão que estreou no CW semana passada. A premissa dessa história é sobre a vida de uma garota que se vê às voltas com dois irmãos vampiros. Buscando o apelo adolescente para atrair o público de Crepúsculo, o episódio piloto só mostrou mais do mesmo.
Mas não é somente de séries de TV que a moda continua, ainda irão estrear vários outros filmes abordando o tema e provavelmente ouviremos por um bom tempo sobre esses seres que não caminham na luz do sol, ou caminham, isso já se discute, afinal as lendas de Anne Rice já foram esquecidas.
Se no passado tivemos Drácula, Nosferatu, Dança dos Vampiros, Garotos Perdidos, Buffy, e nem tão distante assim, Moonlight e Blood Ties, agora estas novas sagas se juntam a lista. Pessoalmente recomendo True Blood, e para quem gosta de romance os livros Crepúsculo não decepcionam, mesmo assim nenhuma nova história conseguirá apagar o brilho dos livros de Anne Rice, e de seu personagem Lestat, imortalizado no cinema por Tom Cruise em Entrevista com o Vampiro e também por Stuart Townsend em Rainha dos Condenados. Óbvio que já estão pensando em levantá-lo das tumbas, desta vez encarnado no corpo de Robert Downey Jr. É minha gente, ainda vamos ouvir falar muito sobre os vampiros e eu estou muito feliz com isso.
O líquido estava amargo, provavelmente a secretária não havia preparado direito. Fiquei um pouco impaciente, afinal já estava sentado há dez décadas esperando me chamarem. Finalmente alguém aparece e fala meu nome. A senhora devia ter uns 40 séculos, mas aparentava no máximo uns 20. Entrei em uma sala ampla, muito branca, enquanto ela saiu para chamar quem faria a entrevista comigo. Depois de mais alguns minutos de espera apareceu um senhor, bem comum, de terno preto e gravata borboleta, pensei se ele sabia que não estávamos em um restaurante, mas não falei nada. Após cumprimentá-lo entreguei meu currículo, não tinha muita experiência, mas bastante dedicação, quem sabe ele levasse em consideração essa qualidade.



Distribuindo cartas e missões o tempo é a principal regra deste jogo, nos fazendo crer que quando o dado corre pela mesa, aquilo que desejamos está longe de acontecer, mas na realidade, ao piscar dos olhos já ocorreu, e muitas vezes deixamos passar o momento, ou não aproveitamos totalmente. Conforme avançamos no tabuleiro, novas fronteiras e desafios são estabelecidos, cartas que trazem consigo o medo de errar, fracassar, ou simplesmente a dúvida que nos fazem estagnar ou retroceder, sugando a força para continuar.
O ser humano é um animal engraçado, passamos por várias situações, mas sempre tendemos a repetir os erros do passado. Falamos que iremos mudar, tentar diferente, dominar o jogo da próxima vez e ser o mestre da situação. Por um breve momento conseguimos, mudamos e somos alguém distinto, mas como disse uma conhecida donzela guerreira, quando sentimos aquela coisa que não podemos explicar, aquela